CARLOS CLEY - PSTU - GOVERNADOR

CARLOS CLEY é candidato(a) a Governador pelo PSTU em Amapá (AP) nas Eleições 2026.

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CARLOS CLEY

CARLOS CLEY RAMOS PAIVA

Cargo Atual: GOVERNADOR
Número da Urna: 16
Candidatura: 2026

Espectro político

Toque em uma faixa para entender o que ela significa

Extrema esquerda Direita conservadora

PSTU

Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.

Dados do candidato

Data de nascimento
08/07/1972
Gênero
MASCULINO
Estado civil
CASADO(A)
Grau de instrução
ENSINO MÉDIO COMPLETO
Ocupação declarada
MOTORISTA PARTICULAR
Estado de nascimento
PA

Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.

R$ 49.166,00 (2026)
Patrimônio declarado
-
Gastos de mandato
-
Presença em sessões
0
Projetos apresentados

Evolução e Histórico Político

Evolução da Votação por Eleição

Comparativo: Governador em 2026 (AP)

Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.

Total apurado, 2º turno Aguardando o início da apuração do 2º turno.

2026 - GOVERNADOR

PSTU | UF: AP

Votação Obtida: 561 votos (NÃO ELEITO)

2024 - VICE-PREFEITO

PSTU | UF: AP

Votação Obtida: 0 votos (NÃO ELEITO)

2006 - VICE-GOVERNADOR

PSTU | UF: AP

Votação Obtida: 0 votos

Declaração Patrimonial Recente

Ano Tipo Descrição Valor
2026 Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. FIAT ARGO 2018 R$ 48.416,00
2026 Outros bens móveis BICICLETA R$ 750,00
Patrimônio total declarado (2026): R$ 49.166,00

Prestação de Contas e Gastos

Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.

Mandato (Gastos CEAP)

Sem despesas de mandato registradas.

Gastos de Campanha

Sem despesas de campanha registradas.

Receitas de Campanha

Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.

Sem receitas de campanha registradas.

Projetos de Lei Apresentados

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Presença e Votos em Plenário

Nenhum voto em plenário registrado para este político.

Frequência nas Sessões Ordinárias

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Participação em Comissões e Órgãos Legislativos

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Situação do registro da candidatura

Ano Julgamento Teto legal de gasto
2026 AGUARDANDO JULGAMENTO R$ 355.776.123,00
2024 DEFERIDO —

Proposta de governo

Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.

Programa de governo — eleição de 2026 12 páginas

PROGRAMA POLÍTICO DO PSTU PARA AS ELEIÇÕES NO AMAPÁ

1. A Crise do Capitalismo Mundial e a Nova Ofensiva Imperialista

Vivemos um momento de mudanças profundas e perigosas no mundo. O sistema
capitalista, em sua fase de decadência imperialista, demonstra uma total incapacidade de
garantir uma vida digna à humanidade e de preservar a natureza. A crise econômica que se
arrasta desde 2008 acentuou a face cruel e irracional deste sistema, onde a riqueza é produzida
não para o bem-estar social, mas para a acumulação desenfreada de uma minoria de bilionários
e grandes monopólios, resultando…

Ler mais do texto

em uma dinâmica de espoliação permanente.
Neste cenário, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos representa um salto de
qualidade na política do imperialismo. Como principal expoente da extrema direita mundial,
Trump busca reverter a decadência da hegemonia norte-americana, acirrada pela disputa com
o imperialismo chinês, por meio de uma subversão da ordem mundial atual. Diferente da antiga
"reação democrática", a nova política de Trump baseia-se na agressão e intervenção direta,
inclusive com o uso de força militar para impor os interesses dos monopólios estadunidenses.
Essa agressividade manifesta-se de forma brutal na retomada e atualização da Doutrina
Monroe, tratando a América Latina explicitamente como seu "quintal". A iniciativa Shield of
America, sob o pretexto de combate ao narcotráfico, funciona como uma ferramenta para
ampliar o controle militar e a ingerência política direta no subcontinente. Isso se traduz em
ameaças reais contra países que não se alinham totalmente ao seu projeto, como o México, a
Colômbia e, fundamentalmente, o Brasil. O exemplo da Venezuela é emblemático: a submissão
do governo local resultou em um domínio quase completo dos EUA, que passou a controlar
desde a extração do petróleo até as decisões sobre com quem o país pode comercializar.
O avanço desse projeto imperialista está intrinsecamente ligado à ascensão da extrema
direita mundial, que serve como correia de transmissão dos interesses de Washington em cada
país. A vitória de figuras como Milei na Argentina demonstra que o projeto do capital para a nossa
região é a barbárie social. Milei impôs reformas trabalhistas que dilapidaram direitos históricos,
servindo de modelo para o que a ultradireita deseja aplicar em todo o continente: a
mercantilização absoluta da vida e a entrega das riquezas naturais ao capital privado. No
Equador, o apoio à política repressiva de Noboa e o aumento da presença militar no Paraguai são
outras faces dessa mesma ofensiva.
O impacto dessa realidade sobre a classe trabalhadora é devastador. Os trabalhadores
imigrantes sofrem perseguições brutais e um clima de terror permanente sob o comando do ICE,
uma polícia com nítida orientação pró-Trump. Enquanto isso, o governo garante lucros recordes
às big techs e bancos por meio de isenções fiscais bilionárias, descarregando o custo da crise
econômica sobre os ombros do proletariado.
Na América Latina e no Brasil, a ofensiva resulta no aprofundamento da
desindustrialização e da dependência econômica. O controle de recursos estratégicos, como as
terras raras, é negociado para atender aos interesses estrangeiros, transformando o país em um
mero exportador de commodities de baixo valor agregado.
Essa subordinação condena o povo trabalhador a salários arrochados, jornadas
extenuantes e ao endividamento recorde, que atingiu 80% das famílias brasileiras em 2026. Nas
periferias, a política de segurança elitista e racista, muitas vezes inspirada no modelo autoritário
de Bukele e defendida pela ultradireita local (como o MBL e o bolsonarismo), aprofunda o
encarceramento e o extermínio da juventude negra.
O apoio incondicional ao genocídio do povo palestino pelo Estado de Israel e a expansão
de conflitos no Irã e na Ucrânia colocam a humanidade à beira de catástrofes globais,
demonstrando que o imperialismo não hesita em promover a destruição em massa para garantir
seus mercados.
Diante da falência das instituições da democracia burguesa, que se mostram cada vez
mais submetidas à corrupção sistêmica e aos interesses do mercado financeiro, a única saída
real é a revolução socialista internacional. Não basta administrar a decadência ou confiar na
"esquerda da ordem" que capitula à conciliação de classes. É urgente a organização
independente da nossa classe para construir um governo dos trabalhadores, sem capitalistas,
que rompa com o imperialismo e coloque a produção a serviço das necessidades humanas e
não do lucro. Entre o socialismo e a barbárie, nossa escolha é a revolução!

Brasil: O Governo Lula-Alckmin e a Administração da Decadência
No Brasil, o governo de Lula-Alckmin atua como um administrador da decadência
capitalista e da subordinação do país ao imperialismo. Ao contrário das promessas de
campanha de garantir soberania e reindustrialização, o que vemos é o aprofundamento da
desindustrialização e reprimarização da economia. O governo Lula não apenas não enfrentou o
imperialismo, como também negociou riquezas estratégicas, como as terras raras, e manteve o
país refém dos interesses das grandes multinacionais e do agronegócio.
A política econômica deste governo é pautada pelo Arcabouço Fiscal, uma versão
requentada do teto de gastos que prioriza o pagamento da fraudulenta dívida pública aos
banqueiros em detrimento dos investimentos em saúde, educação e saneamento básico.
Enquanto os bancos comemoram lucros recordes, a classe trabalhadora amapaense e brasileira
sofre com o alto custo de vida, salários arrochados e o endividamento recorde, que atingiu 80%
das famílias em 2026.
O projeto do PT é, na verdade, estabelecer um governo de ampla aliança com a burguesia,
a direita e o centrão. É falsa a narrativa de que o governo "não faz mais porque o Congresso não
deixa". O governo Lula tratou as medidas aprovadas em acordos com figuras como Hugo Motta
como vitórias próprias, demonstrando que as reformas que atacam os servidores e as
privatizações — incluindo a entrega de hidrovias e florestas — fazem parte do seu próprio projeto
político. Mesmo medidas supostamente progressivas, como a isenção de imposto de renda até
5 mil reais, são insuficientes e funcionam apenas como políticas compensatórias dentro de um
modelo neoliberal.

A Ameaça da Extrema Direita e o Papel da "Esquerda da Ordem"
A extrema direita brasileira segue com força e em processo de reorganização. Liderada
por figuras como Flávio Bolsonaro, ela pauta o debate público com temas como a segurança
pública elitista e a defesa do capitalismo ultraliberal. Este setor representa um perigo real às
liberdades democráticas conquistadas com luta, defendendo um projeto autoritário de
bonapartização do regime e o acoplamento absoluto do Brasil aos interesses de Donald Trump.
Além do bolsonarismo tradicional, novas forças como o MBL (Partido Missão) ganham
terreno entre a juventude, defendendo ideologias misóginas, racistas e xenofóbicas, e propondo
estados de exceção para lidar com a segurança pública. O avanço deste setor é impulsionado
também pelo fundamentalismo religioso de cúpulas de grandes igrejas evangélicas, que utilizam
a fé das massas para construir um projeto político de poder e domínio.
A chamada "esquerda da ordem" (PT, PSOL, PCdoB) capitulou à conciliação de classes e
ao regime burguês. O PSOL, ao integrar o governo e ocupar ministérios, abandonou qualquer
perspectiva de independência de classe, servindo como uma "ala esquerda" da administração
neoliberal de Lula. Candidaturas como a de Boulos são parte de cálculos eleitorais para herdar
o espólio político do petismo, mantendo-se nos marcos da institucionalidade que asfixia a luta
dos trabalhadores.

Lutas e Resistência: O Caminho da Independência de Classe
Apesar da ofensiva sistemática dos governos e do capital contra os direitos e as
condições de vida das massas, a classe trabalhadora brasileira demonstra uma persistente
disposição de luta. O cenário nacional é marcado por processos de resistência que, embora
ainda fragmentados, indicam a existência de um descontentamento profundo que corre "por
baixo" da aparente estabilidade institucional.
Um dos exemplos mais significativos deste período é a mobilização contra a escala 6x1.
Este movimento é particularmente emblemático porque não nasceu das cúpulas sindicais
tradicionais, mas sim de um processo espontâneo de base que mobilizou trabalhadores
precarizados e informais, escapando parcialmente ao controle das burocracias ligadas ao
governo. Além disso, a força dos "batalhões pesados" da classe operária manifestou-se em lutas
estratégicas, como as greves na Embraer, a vitória histórica dos trabalhadores da Avibrás e a
greve nacional petroleira, que enfrentou a política de continuidade das privatizações e do
fatiamento da Petrobras.
No campo e nas florestas, a resistência é protagonizada pelos povos indígenas,
quilombolas e ribeirinhos, que enfrentam diretamente a pistolagem e a grilagem impulsionadas
pelo agronegócio e por multinacionais espoliadoras, como a Cargill. Essas lutas estão
intrinsecamente conectadas à defesa do meio ambiente e à denúncia do "PL da Devastação",
demonstrando que a preservação dos biomas brasileiros só é possível através do enfrentamento
aos lucros dos grandes latifundiários. Somam-se a isso o levante das mulheres contra o
crescimento alarmante do feminicídio e da violência machista, e as mobilizações da juventude
precarizada que se recusa a aceitar um futuro de desemprego e adoecimento mental.
Dizemos categoricamente: a mobilização independente é o único caminho real para
barrar a agenda predatória e os ataques contidos no Arcabouço Fiscal, que estrangula os
investimentos em saúde e educação para privilegiar os banqueiros. Não podemos depositar
qualquer confiança na justiça burguesa ou em acordos parlamentares espúrios com a cúpula do
Congresso Nacional. As negociações lideradas por figuras do Centrão e da direita, muitas vezes
com o aval e a articulação direta do governo Lula-Alckmin, servem apenas para travar os projetos
de interesse dos trabalhadores e pavimentar o caminho para a aplicação de reformas que retiram
direitos.
A experiência histórica prova que a conciliação de classes desarmou a nossa classe e
abriu as portas para o fortalecimento da extrema direita. Por isso, o PSTU afirma que a tarefa
urgente é a construção de uma alternativa socialista e revolucionária, baseada na auto-
organização e na independência política. Somente a unificação das lutas, rumo a uma Greve
Geral, poderá colocar as riquezas do país nas mãos de quem as produz e substituir esse regime
apodrecido por um Governo dos Trabalhadores, sem capitalistas, governado por Conselhos
Populares. A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores!

A Necessidade de uma Alternativa Socialista no Amapá e no Brasil
Nesta eleição, o PSTU apresenta a candidatura de Hertz Dias à presidência como porta-
voz de um programa revolucionário que enfrenta o governo Lula, a extrema direita e todo o
sistema capitalista. No Amapá, nossas candidaturas estão a serviço de construir um quilombo
socialista.
Dizemos claramente: as mudanças que o Amapá precisa não virão de alianças com a
burguesia ou da confiança cega nas instituições desse regime falido. Elas virão da unificação das
lutas, da construção de uma greve geral e da organização de Conselhos Populares onde os
próprios trabalhadores decidam os rumos do estado e do país.
Propomos um governo dos trabalhadores, sem capitalistas, que rompa com a
subordinação ao imperialismo, exproprie os grandes latifúndios e grupos privados de educação
e saúde, e coloque a riqueza produzida no Amapá a serviço das necessidades do povo pobre.
Entre o socialismo e a barbárie, nossa escolha é o socialismo!

2. Conjuntura do Amapá

O Mundo do Trabalho
A realidade do trabalho no Amapá é a expressão mais nítida da decadência do sistema
capitalista em uma região periférica. Caracterizamos o estado não apenas pela falta de postos
de trabalho, mas por uma crise estrutural do emprego formal, que condena a maioria da classe
trabalhadora a uma sobrevivência baseada na precariedade absoluta.
O Amapá consolidou-se como um estado onde a renda do trabalho formal foi superada
pela dependência de transferências de renda governamentais. Em 2022, o estado registrou um
fenômeno alarmante: o número de beneficiários do Auxílio Brasil superou em 26 mil o total de
trabalhadores com carteira assinada. Esta não é uma estatística isolada, mas a caracterização
de um modelo econômico que não gera desenvolvimento para quem produz, mantendo a classe
trabalhadora sob um regime de vulnerabilidade permanente.
A queda circunstancial nas taxas de desemprego, frequentemente celebrada pelos
governos burgueses de Clécio Luís e Waldez Góes, mascara uma realidade perversa: a explosão
do trabalho por conta própria e da informalidade. Cerca de 35,9% dos trabalhadores
amapaenses atuam de forma autônoma, um índice muito superior à média nacional, o que
significa a ausência total de direitos previdenciários, férias ou qualquer seguridade social. A
classe trabalhadora amapaense é forçada a jornadas exaustivas de mais de 12 horas diárias no
setor informal para garantir o mínimo sustento, enquanto o custo de vida — impulsionado por
uma inflação real sobre alimentos e serviços básicos — corrói o poder de compra de forma
brutal.
Este cenário é agravado por um endividamento recorde, que atinge 80% das famílias em
2026. O trabalhador amapaense vive para pagar juros aos bancos, enquanto os grandes lucros
do sistema financeiro são garantidos pela política econômica neoliberal compartilhada pelo
governo federal e pelas elites locais. No Amapá, a economia gira em torno de um setor público
inchado em cargos de confiança e uma iniciativa privada que sobrevive de subsídios e da
exploração de mão de obra barata, incapaz de oferecer um horizonte de dignidade para a
juventude que ingressa no mercado de trabalho.

Infraestrutura e Saneamento
A crise das cidades no Amapá, especialmente em Macapá e Santana, revela o fracasso
completo das sucessivas gestões burguesas em garantir o direito à cidade. A caracterização
urbana de Macapá é a de uma cidade fragmentada, onde a maioria da população vive em "áreas
de ressaca" e aglomerados subnormais, sem acesso a serviços básicos.
O saneamento básico é, talvez, o símbolo mais dramático dessa negligência. Macapá
figura sistematicamente entre as 20 piores cidades do Brasil neste índice, com apenas 14,94%
da população tendo acesso à coleta de esgoto. A privatização do serviço, entregue à
Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA/Equatorial), não resolveu o problema estrutural;
ao contrário, transformou um direito humano essencial em mercadoria lucrativa, enquanto
milhares de vazamentos e a falta de água tratada continuam a ser a regra nas periferias.
Nas áreas de ressaca, como a Lagoa dos Índios e o Zerão, o crescimento urbano
desordenado, promovido pela especulação imobiliária, expulsou comunidades tradicionais e
quilombolas para áreas cada vez mais insalubres. O descarte de efluentes líquidos e detritos
domésticos diretamente nos corpos hídricos sem qualquer tratamento gera um conflito
socioambiental permanente, onde a saúde da classe trabalhadora é rifada em favor do lucro de
empreendimentos privados e da inércia deliberada do poder público. O estado e o município
atuam como facilitadores dessa espoliação, omitindo-se da responsabilidade de urbanizar e
regularizar essas áreas com infraestrutura digna.

O Caos do Transporte Público
O sistema de transporte coletivo em Macapá e Santana é uma caracterização perfeita do
conluio entre o empresariado e o Estado contra o povo pobre. Com apenas duas empresas
operando de forma precária e não legalizada, a população sofre com a falta de ônibus, tempos
de espera intermináveis e veículos sucateados.
Para a classe trabalhadora rodoviária, o cenário é de exploração brutal. Os motoristas
amapaenses recebem os piores salários do setor no país, enquanto são obrigados a exercer a
dupla função de dirigir e cobrar passagens, o que coloca em risco a vida de trabalhadores e
passageiros. Empresas como a Expresso Macapá e Sião Tur desrespeitam direitos básicos,
atrasando salários, negando cestas básicas e até mesmo o fornecimento de água potável e
banheiros dignos nos terminais.
Enquanto isso, a Prefeitura de Macapá e o Governo do Estado mantêm um "balcão de
negócios" com os empresários do setor, perdoando dívidas milionárias e permitindo o aumento
das tarifas sem qualquer contrapartida em qualidade ou valorização profissional. A crise do
transporte não é um erro de gestão, mas um projeto político que prioriza o lucro das
concessionárias sobre o direito à mobilidade da classe trabalhadora.

Segurança Pública e o Extermínio da Juventude Negra e Periférica
O Amapá tornou-se o epicentro da violência letal no Brasil. Com a maior taxa de mortes
violentas intencionais do país (42,5 a 45,7 por 100 mil habitantes), o estado vive uma situação de
barbárie social. Esta violência tem classe, cor e idade: atinge desproporcionalmente jovens
negros de 15 a 29 anos residentes nas periferias.
A política de segurança pública aplicada pelos governos locais baseia-se quase
exclusivamente na letalidade policial e no encarceramento em massa. O Amapá lidera
nacionalmente as taxas de mortes por intervenção policial, demonstrando que o braço armado
do Estado atua para reprimir a revolta gerada pela miséria, em vez de combater as causas do
crime. A guerra entre facções, que disputa o controle dos territórios abandonados pelo Estado,
torna a vida nas comunidades um "inferno diário", onde o trabalhador fica no fogo cruzado entre
o tráfico e a polícia.
Somado a isso, a violência contra a mulher atinge níveis alarmantes, com o Amapá
liderando o crescimento da taxa de feminicídios no país. A ideologia machista e a falência dos
mecanismos de proteção deixam as mulheres da classe trabalhadora vulneráveis, enquanto o
governo utiliza operações policiais pontuais para mascarar a ausência de políticas estruturais de
emancipação e segurança real.

Educação e Saúde
O descaso histórico com as áreas sociais completam a caracterização da crise
amapaense. Na educação, o estado registra o pior índice de acesso à educação infantil do país,
com apenas 8,1% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches. A falta de vagas e de
escolas próximas às residências condena as famílias trabalhadoras a um ciclo de exclusão que
se reflete na baixa escolaridade e na desigualdade racial no ensino médio. Professores e
profissionais da educação sofrem com salários defasados e a ausência de gestão democrática,
enquanto o governo prioriza o fomento a grupos privados em detrimento da escola pública.
Na saúde, a realidade é marcada por filas intermináveis, falta de insumos e infraestrutura
hospitalar degradada. Promessas de novos hospitais e UPAs arrastam-se por anos sem
conclusão, enquanto o Hospital de Emergências de Macapá permanece como o símbolo da
falência do SUS no estado. A crise de saúde mental é outra face oculta dessa conjuntura, com
altos índices de suicídio e um sistema de atendimento psicossocial (CAPS) insuficiente para a
demanda de uma população adoecida pela miséria e pela falta de perspectiva.

Toda essa situação de degradação social é mantida por um sistema político dominado
por poucas famílias e grupos econômicos que se revezam no poder há décadas. As oligarquias
mantêm o Amapá no atraso, utilizando o dinheiro público para administrar seus próprios
interesses e os do capital nacional e internacional. Essas elites entregam as terras do estado
para a expansão predatória da monocultura da soja e para a mineração destruidora, que ameaça
territórios indígenas e quilombolas sob o pre

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Arquivo dentro do pacote: 2026AP30002536313_01.pdf

Redes sociais declaradas

Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.

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Mais votados nesta disputa

Comparativo: Governador em 2026 (AP)

DR. FURLAN
1º
Eleito neste pleito DR. FURLAN PSD
281.595 votos
CLÉCIO
2º
CLÉCIO UNIÃO
165.900 votos
MARCOS REATEGUI
3º
MARCOS REATEGUI DC
376 votos
JAIRO PALHETA
4º
JAIRO PALHETA PCO
315 votos

Candidatos Relacionados

Origem dos dados desta página

Todo número aqui vem de uma base pública, e cada uma tem sua própria data de atualização. Se algum dado parecer ausente ou estranho, consulte a fonte — o link leva ao órgão que a publica.

Tribunal Superior Eleitoral — Dados Abertos
Candidaturas, votação apurada, bens declarados, despesas de campanha, coligações, redes sociais, propostas de governo, cassações e situação do registro
Câmara dos Deputados — Dados Abertos
Projetos apresentados, comissões, votações nominais, presença em sessões e cota parlamentar
Senado Federal — Dados Abertos
Projetos, comissões, votações e cota do exercício parlamentar
Tribunal de Contas da União
Responsáveis inabilitados para cargo em comissão ou função de confiança
Controladoria-Geral da União — Portal da Transparência
Cadastro de empresas e pessoas inidôneas e suspensas de licitar (CEIS)
Ranking dos Políticos (ONG independente)
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